Domingo, 6 de Maio de 2012

O amor verdadeiro… o amor incondicional.

 

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Segundo a jornalista Maeve Vida , a maior doença das nossas crianças é a solidão. A cura dessa epidemia causada pela falta de amor verdadeiro?

Estar mais presente na vida das nossas crianças, saber escutá-las, saber conversar “olho no olho” (conversa de almas), saber se colocar no lugar delas (empatia), saber ser cúmplice sem passar pela manipulação ou generosidade passional, envolvê-las com carinho e afecto, ampará-las e acompanhá-las (compreendê-las) nos seus momentos de dificuldades e desafios inevitáveis do crescer.

Tudo isso é educar, seja você um pai, mãe, tios, avós, professores ou qualquer ser humano diante da oportunidade de Estar com uma criança. Tudo isso são as verdadeiras formas de colaborar muito para uma vida melhor: daquela criança .

O exercício do convívio estimula o companheirismo, o respeito, o aconchego, a troca: a gratidão e compaixão.

Pessoas felizes são plenas, portanto capazes de ultrapassar seus limites, são capazes de se unir e vibrar no amor. Então, o resultado da somatória de 1 + 1 será muito maior que 3. É quando o amor reina absoluto e tem a força de se propagar em super ondas. Há a sensação do todo formado por milhares de corações pulsando, harmónicas, ritmados, prontos para viver de bem com a vida.

A sensação de fazer parte de um todo  torna- nos mais solidários e amorosos. Se todos se atentarem a isso e colocarem em prática, haverá mais harmonia entre os povos e, independente das intempéries climáticas e de toda a solidão que assola nossas crianças de hoje, estaremos unidos para mais uma vez reerguermos cidades e a dignidade.

Sábado, 21 de Abril de 2012

Viva o 25 de Abril

 

Para manter viva a chama de ABRIL

 

 

 

.Uma conversa em Liberdade

-O que é o 25 de Abril, Mãe?

-O 25 de Abril é o dia da liberdade…meu amor!

-Ah! Foi a partir desse dia que nós pudemos começar a brincar todo o dia e se soltaram os passarinhos das gaiolas?

-Mais ou menos… hummm, eu preciso de acabar este trabalho no computador.

O Diogo continuou…

-Ah! Então foi quando os pais nos deixaram comprar todos os doces do mundo?

-Ai, ai, é um bocado complicado explicar-te… bem, antes do 25 de Abril, não havia liberdade, as pessoas não podiam dizer mal dos governantes, havia uns homens que nos espiavam e nos prendiam se nós disséssemos mal deles. Até podíamos ser presos. Por isso, nesse dia houve uma revolução feita pelos militares e pelo povo que libertou Portugal do Fascismo e da repressão.

-Chiiiii, então quer dizer que até ao 25 de Abril, tínhamos que falar muito baixinho e aos segredos para esses tais maus não nos apanharem?

- Sim, tínhamos de ter cuidado, pois naquela altura, até as paredes tinham ouvidos…

-Bolas, bolas, não me digas que eles punham orelhas nas paredes?

- Calma, filho, isto é uma maneira de dizer que as pessoas não podiam confiar em quase ninguém.

-Mãe… Mãe, diz-me outra coisa, tu chegaste a ser presa?

-Não, eu já nasci no tempo da Liberdade, mas o teu bisavô esteve na prisão …

-Verdade… o que ele disse? Gritou alto que não gostava dos Homens que mandavam?

-Não… como ele não concordava com o regime, encontrava-se secretamente com outras pessoas para tirar os mandões do governo.

-Uaaaaau… era um agente secreto, não sabia que tinha um bisavô tão importante, e tu nunca me contaste!

-Nunca tinha pensado dessa maneira, mas sim, pode-se dizer que ele era um agente secreto que lutava pela liberdade.

-Agora estou mesmo curioso… quem o prendeu?

-A tua avó contou-me que numa noite, lá por volta das duas da manhã alguém bateu á porta de uma forma violenta…

- Ai… assim tipo o Lobo Mau quando queria comer a avozinha!

- Sim, só que em vez de dizerem que eram o capuchino vermelho, disseram:

- Somos a PIDE… e meu amor, quando as famílias ouviam estas vozes, era como se fosse um filme de terror, era o pânico completo. Estes homens reviravam a casa à procura de pistas para acusar, e depois muitos eram levados para serem interrogados e torturados.

-Mãe, mas isso aconteceu mesmo aqui em Portugal, não é um filme?

- Infelizmente, não foi um filme e muitos homens e mulheres, que não concordavam com o regime fascista sofreram terrivelmente, nas prisões.

- Oh Mãe! E o bisavô …

- O bisavô foi para a prisão de Caxias, onde sofreu algumas torturas e humilhações.

O Diogo estava impressionado, nunca tinha imaginado que alguém podia ser preso e torturado por não concordar com as ideias dos governantes.

- Mãe, ele chegou a ver o 25 de Abril?

- Não, para grande tristeza da nossa família, ele morreu antes desse grande dia… e por isso nunca pode ver como era viver em Liberdade.

- Acho que fiquei um bocadinho triste pelo bisavô, mas graças a lutadores como ele, os meninos como eu podemos viver em Liberdade e não ter medo de dizer o que pensamos.

- Sabes mãe, nunca mais me vou esquecer das mudanças que o 25 de Abril trouxe para Portugal! Nunca…

Escrito por Vanda Furtado Marques

Domingo, 8 de Abril de 2012

As crianças e o poder do amor

 

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As crianças precisam que lhes digam e bem alto que são amadas… Nós os adultos habituamo-nos a conviver com os sentimentos silenciosos. As crianças não sabem ler essa linguagem oculta, precisam de ouvir, diariamente, os nossos conselhos e de sentir a nossa ternura.

Se as crianças se sentirem enraizadas no amor ultrapassam melhor as dificuldades que lhes vão surgindo no seu dia-a- dia. Ganham forças para compreender as diferenças e estão aptas para dar, o que de melhor têm dentro de si.

Quinta-feira, 5 de Abril de 2012

Era uma vez…

 

 

Honrar o passado…

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As histórias são uma forma de expressão humana, onde, "há muitas culturas na Terra, cada um com ricas tradições, costumes e as oportunidades de contar histórias. Todas essas formas de contar histórias são valiosas. Todos são cidadãos iguais na diversidade de contar histórias.” É através da exposição a essa diversidade que uma rica tapeçaria de experiência é criada, o que ajuda a criança não só valorizar o seu / sua própria herança cultural, mas a herança de outros também.

Quinta-feira, 15 de Março de 2012

Os meus livros e os contos de Fadas.

 

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Cada vez que escrevo uma história para as crianças  tento  orientar-me  pela  estrutura dos

contos de Fadas.

Os contos de Fadas são cruciais para a formação emocional da criança, pois ajudam

as crianças a encontrar soluções para os conflitos que elas vivem no dia a dia.

Uma criança ao ouvir um conto clássico, está ouvindo não só os seus conflitos, mas os

de todos os seres humanos. Com estas histórias , a criança pode identificar-se com o heroi

e sentir-se forte para lutar, apesar dos obstáculos que vão surgindo pelo caminho.

A criança apercebe-se que vale a pena lutar, pois no final emergirá a vitória.

A estrutura dos contos de fadas dão ainda às crianças a possibilidade de perceberem

que nós nem sempre conseguimos ser bons, às vezes somos como feras.

Nos contos clássicos, as bruxas, as feras e outros seres permitem que as crianças exorcizem

o seu medo de ser maus.

Outra  grande vantagem destas histórias é o  uso  da  linguagem simbólica que as crianças tão bem percebem e que por não ser demasiado explicita, permite-lhes compreender  e   resolver   muitos  dos seus anseios.

Segundo Bruno Bettelheim-“ os  contos servem como alívio de todas as pressões e não só oferece formas de resolver os problemas, mas promete uma solução feliz. Também possibilita a criança viver papéis de todas as matizes:ora é herói, ora é bandido; ora é um principe, ora é um monstro… assim vai exprimentando e optando por aquele que mais se identifica e vivendo emoções na pele de todos os personagens.

O pael dos contos de fadas é colocar alguma ordem no caos interno da sua mente de modo a poder entender-se melhor.”

Analisando os meus livros:

No” Amor de Pedro e Inês”, temos o herói que é  D. Pedro, que teve de passar por grandes privações,obstáculos, lutas e contenções   para   um dia poder encontrar-se com o seu grande amor, Inês de Castro.

No” Milagre de Isabel e Dinis”, temos uma menina muito nova que vai ter que ser rainha e assumir uma enorme responsabilidade.

Isabel vai ainda  ter que  ultrapassar  um   grande conflito interior- ajudar os mais pobres ou obedecer, ao Rei,  o seu marido. Neste caso vamos ter a intervenção de uma solução mágica, o milagre das rosa que vai despoletar  toda a acção e resolver a história.

Na” Padeira de Aljubarrota” temos uma heroína diferente do que era normal para a época, feia, aventureira e com seis dedos em cada mão. Para triunfar  teve de tomar uma serie   de decisões  na sua vida.  Por ser uma mulher decidida e ouvir a voz do coração  teve  um   papel crucial na nossa História de Portugal

No” D. Fuas Roupinho” temos a história  de um cavaleiro  que era forte e corajoso e que um dia ao encontrar a imagem da Nossa Senhora, se tornou invencível.  Porém ele tinha mostrar que também era forte espiritualmente e que não se iria deslumbrar.

Assim D.Fuas foi posto à prova pelas forças do mal.

Com um bom final , o Bem triunfa sobre o Mal e o cavaleiro é salvo pela sua fé interior.

Segunda-feira, 12 de Março de 2012

O valor dos contos de fadas

 

Todas as histórias ancestrais possuem alguns elementos estruturais comuns, encontrados universalmente em mitos, contos de fadas, sonhos e filmes.

No livro a “Jornada do Escritor” de Christopher Vogler podemos compreender essa estrutura comum, que está inerente à própria humanidade.

“Assim que entramos no mundo dos contos de fadas e dos mitos, observamos que há tipos recorrentes de personagens e relações: heróis que partem em busca de alguma coisa, arautos que os chamam à aventura, homens e mulheres velhos e sábios que lhes dão certos dons mágicos, guardiões de entrada que parecem bloquear seu caminho, companheiros de viagem que se transformam, mudam de forma e os confundem, vilões nas sombras que tentam destruí-los, brincalhões que perturbam o status quo e trazem um alívio cómico. Ao descrever esses tipos comuns de personagem, símbolos e relações, o psicólogo suíço Carl G. Jung empregou o termo arquétipos para designar antigos padrões de personalidade que são uma herança compartilhada por toda a raça humana.

Jung sugeriu que pode existir um inconsciente colectivo, semelhante ao inconsciente pessoal. Os contos de fadas e os mitos seriam como os sonhos de uma cultura inteira, brotando desse inconsciente colectivo. Os mesmos tipos de personagem parecem ocorrer, tanto na escala pessoal como na colectiva. Os arquétipos são impressionantemente constantes através dos tempos e das mais variadas culturas, nos sonhos e nas personalidades dos indivíduos, assim como na imaginação mítica do mundo inteiro. Uma compreensão dessas forças é um dos elementos mais poderosos no baú de truques de um moderno contador de histórias.

O conceito de arquétipo é uma ferramenta indispensável para se compreender o propósito ou função dos personagens em uma história. Se você descobrir qual a função do arquétipo que um determinado personagem está expressando, isso pode lhe ajudar a determinar se o personagem está jogando todo o seu peso na história. Os arquétipos fazem parte da linguagem universal da narrativa. Dominar sua energia é tão essencial ao escritor, como respirar.”

Se quiseres saber mais sobre os arquétipos, podes ler o Livro de Jung “Os arquétipos e o inconsciente colectivo”

Contos de Fadas…e a sua estrutura

 

Os Contos de Fadas são a  inspiração para as minhas histórias.

Vou sempre buscar algo da sua estrutura, para o enredo das histórias, pois como diz a psicóloga Brasileira Fanny Abramovich: “(…) Os contos de fadas existem há milénios, em diversas culturas, em todos os continentes existem histórias com estruturas e narrativas semelhantes aos contos que conhecemos. (...)  Apenas para citar um exemplo: A história da Cinderela, tem um registo de narrativa muito semelhante à sua, na China do séc.. IX d.c.”.

Elementos que estruturam um conto  de Fadas:
- Situação Inicial;
- Conflito;
- Antagonismos ou elementos do malévolo;
- Herói /heroína;
- Objecto Mágico;
- O Motivo;
- Resolução dos conflitos / Final.

Estes contos são muito simbólicos e respondem ao universo da criança:
- Era uma vez...
- Num Reino Encantado…
- Há muitos, muitos anos...
- Num lugar distante...

Com esta narrativa temos um princípio, um meio e um fim, ficando assim a criança a perceber a existência de uma tipologia que não é sua, ela é inteiramente pertencente a um mundo imaginário.

Contos de fadas…

 

Eu valorizo muito os contos de fadas, devido à sua riqueza metafórica, simbólica e essencialmente a sua força espiritual e moral.

Os contos de Fadas:

  • Podem contar ou não com a presença de fadas, mas fazem uso de magia e encantamentos;

  • Seu núcleo problemático é existencial (o herói ou a heroína buscam a realização pessoal);

  • Os obstáculos ou provas constituem-se num verdadeiro ritual de iniciação para o herói ou heroína;

A palavra portuguesa "Fada" vem do latim Fatum (destino, fatalidade, fado etc). O termo reflete-se nos idiomas das principais nações européias: fée em francês, fairyem, fata em italiano, Fee em alemão e hada em espanhol.
Por analogia, os "contos de fadas" são denominados conte de fées na França, fairy tale na Inglaterra, cuento de hadas na Espanha e racconto di fata na Itália. Na Alemanha, até o século XVIII era utilizada a expressão Feenmärchen, sendo substituída por Märchen ("narrativa popular", "história fantasiosa") depois do trabalho dos Irmãos Grimm.
No Brasil e em Portugal, os contos de fadas, na forma como são hoje conhecidos, surgiram em fins do século XIX sob o nome de contos da carochinha. Esta denominação foi substituída por "contos de fadas" no século XX.

Algumas histórias tratam de temas que fazem parte da tradição de muitos povos e apresentam soluções para problemas universais, pois funcionam como válvula de escape e permitem que a criança vivencie seus problemas psicológicos de modo simbólico, saindo mais feliz dessa experiência.
A obra de Bettelheim (2001) foi “a pedra fundamental” da produção psicanalítica sobre os Contos de Fadas, ensinando-nos os mecanismos de sua eficácia na vida das crianças – eficácia observada a partir do diálogo da criança com aquelas histórias que lhe agradam.
De acordo com Corso (2006), retomando aspecto já destacado por Betttelheim, essas histórias oferecem soluções para possíveis conflitos e transmitem a mensagem de que a luta contra as dificuldades e os medos é inevitável, mas a vitória é possível.

Segundo Bettelheim (2001), os Contos de Fadas abordam – tendo como base o elemento fantástico - problemas interiores dos seres humanos e apresentam soluções válidas para qualquer sociedade, contribuindo para formar a personalidade e atuando significativamente no desenvolvimento emocional infantil. A criança aumenta seu repertório de conhecimentos sobre o mundo e transfere para os personagens seus principais dramas.

Para Corso (2006), o simbólico apresentado nas histórias infantis possui importância fundamental, pois expressa anseios humanos tais como: encontro e desencontro, angústia, medo, tristeza, alegria, amor e dor. O sentido da vida começa a ser traçado quando ainda a única linguagem entendida pela criança, é a do afecto. Deste modo, crianças sensibilizadas desde cedo para o universo da linguagem e para a utilização da capacidade simbólica tornam-se pessoas com um sentido de vida verdadeiro, capazes de lançar para o mundo um olhar de doação, generosidade e transformação.

Domingo, 11 de Março de 2012

Pais e Filhos à descoberta do Mosteiro de Alcobaça

 

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Hoje, pais e filhos  do Centro Escolar da Benedita percorremos a história de Pedro e Inês no Mosteiro de Alcobaça. Iniciámos a nossa visita com a história da fundação do Mosteiro, associando todo este complexo ao nosso D. Afonso Henriques, à batalha de Santarém e a  S. Bernardo de Claraval.

 

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Mas nossa atenção focou-se nos túmulos mais belos do mundo inteiro, que estão ternamente depositados nos braços do Mosteiro. Dando a ideia que o Mosteiro embala nos seus braços os dois amados para todo o sempre.  Caminhámos pela nave lateral, até ao túmulo de D. Pedro. Aqui chamei a atenção  para os pormenores que  que cativam as crianças : D. Pedro com as suas barbas longas e vestes reais,a espada nas mãos do Rei, um cão aos seus pés, simbolizando o fiel amigo, os anjos que ternamente o elevam para o céu e a mensagem de amor dedicada à sua Inês: Até ao fim do Mundo.

No túmulo de Inês, pudemos apreciar a delicadeza da estátua jacente,onde já se vê Inês coroada Rainha ( D. Pedro cumpriu a sua promessa), o baldaquino, a luva e o colar que estão nas mãos de Inês, que nos permitem perceber que estamos diante de uma verdadeira rainha, os anjinhos, o cão pequenino aos seus pés… e depois a história lendária que são os assassinos de Inês que estão sob o seu túmulo.  Podemos ainda sentir o amor que se sente no ar …. pois o amor de Pedro e Inês era tão forte e puro que se eternizou nas paredes do Mosteiro.

De seguida fomos visitar o Mosteiro e as suas dependências… para as crianças  compreenderem como era o dia-a-dia dos monges cistercienses.

Foi uma manhã cheiinha de História e de Amor.

Terça-feira, 21 de Fevereiro de 2012

As fórmulas para entrar na magia das histórias…

 

“O livro é aquele brinquedo, por incrível que
pareça que, entre um mistério e um segredo põe
ideias na cabeça”.

Maria Dinora


ERA UMA VEZ...; CERTA VEZ...; HAVIA UMA VEZ UM REI ...;
ACONTECEU...; ANTIGAMENTE...; NAQUELE TEMPO...; UM DIA...;
HÁ MUITO TEMPO HAVIA...; MUITO, MUITO LONGE DAQUI...;
NUM CERTO LUGAR... ; NUMA CERTA ÉPOCA..

Fórmulas mais longas

Era uma vez

Um conto curtinho

Que começava

E terminava logo, loguinho…

 

Era uma vez

Um conto feliz

Que acabava sempre

A comer perdiz…

 

Era uma vez

Um conto divertido

Só para contar

Num dia aborrecido…

 

Era uma vez

Um conto distante,

Mas quero alcançá-lo,

E pego-o num instante

 

Era uma vez

Um conto engraçado,

Tinha dois duendes,

E um urso cansado…

 

Era uma vez

Um conto sem fim,

Nunca terminava

E perlim, pim, pim…

 

Eu vou contar-lhes um conto,

Um conto lhes vou contar.

E uma vez que o comece,

Nunca o vou terminar.

O meu conto tem princípio.

Porém, não vai terminar.

E aqui quiserem ouvi-lo

A todos vai encantar.

Já lhes disse que o meu conto

Não consegue terminar.

Eu vou contar-lhes um conto,

Um conto lhes vou contar…

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